Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Quase dois anos Andando de Raboleta

Este blog faz no próximo dia 20 dois anos. Quem já o conhece sabe que nele se pode falar de tudo e por vezes de pouco, como tem acontecido nos últimos tempos. A razão é muito simples e não é por abandono, mas sim porque nas nossas vidas existem sempre prioridades e as minhas são as da maioria, primeiro as pessoais, familiares e profissionais e depois o descanso e o lazer. É no que sobra que se insere este espaço, este e outros que vão surgindo, como o 

www.michellemania.com

e o blog

michellelarcherdebrito.blogs.sapo.pt,

dedicados a Michelle Larcher de Brito, pelo seu talento, coragem, juventude e simpatia, e que já tive o prazer de conhecer e de ver jogar.

 Michelle Larcher de Brito

O Andando de Raboleta vai continuar a rabolar, mas concerteza com muitos altos e baixos.

Já agora obrigado a todos os que aqui passaram e deixaram comentários. Apesar de ter um contador de visitas e saber de onde vêem e o que mais procuram, é sempre bom receber alguns comentários. Pelo menos servem de incentivo nos momentos de menor vontade.

PS: Este post responde a um comentário recente e acabei também por fazer um pouco de publicidade à Michelle, mas a intenção era mesmo essa. Ela merece.

publicado por Andando de raboleta às 13:57

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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Ortigões - Agora Tentar Deixar

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

O Blog ... Michellemania

O blog Michellemania é "Dedicado a Michelle Larcher de Brito, tenista portuguesa nascida em Lisboa a 29 de Janeiro de 1993".

Lá poderá acompanhar a carreira da jovem tenista portuguesa de apenas 14 anos e que neste momento já está apurada para os quartos de final do torneio júnior de Roland Garros.

Vá a http://michellelarcherdebrito.blogs.sapo.pt/ e ajude a criar uma onda de apoio.

publicado por Andando de raboleta às 19:05

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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Dhaka Project

Hoje é o Dia Mundial da Criança e o do meu aniversário. Para os comemorar dou aqui a conhecer o Dhaka Project.

Dhaka Project

O Dhaka Project é uma ONG (Organização Não Governamental) de ajuda humanitária fundada em 2005 por uma portuguesa de 29 anos, assistente de bordo e a residir actualmente no Dubai, que presta apoio a crianças e famílias carenciadas em Dhaka, no Bangladesh.

Maria Conceição e a sua organização prestam apoio a mais de 600 crianças e às suas famílias proporcionando-lhes educação, formação, alimentação, roupas, calçado, pagamento de rendas, medicamentos e vacinação.

Ver mais em  www.thedhakaproject.org.

Sábado, 24 de Março de 2007

O Grupo Desportivo e Cultural Baronia é o novo Campeão Distrital de Beja em Futsal

Grupo Desportivo e Cultural Baronia - Campeão Distrital de Beja em Futsal na época 2006/2007

Ao vencer ontem o Instituto Politécnico de Beja por 4-3, o Grupo Desportivo e Cultural Baronia sagrou-se Campeão Distrital de Beja em Futsal, quando ainda falta disputar uma jornada.

Parabéns a todos os jogadores, técnico, dirigentes, sócios e simpatizantes. É sem dúvida um marco histórico na vida do clube e da localidade.

Fonte: www.gdcbaronia.blogspot.com

publicado por Andando de raboleta às 02:14

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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Michelle Brito

Michelle Brito (Portugal) - Meghann Shaughnessy (EUA), 3-6, 6-2 e 7-6(3).

Foi este um dos resultados surpresa da 1ª ronda do WTA de Miami em ténis.

A tenista portuguesa de 14 anos, feitos recentemente, reside desde os 9 com a sua família nos Estados Unidos, onde frequenta a Academia de Nick Bollettieri, em Bradenton, Flórida.

Um convite (wild card) permitiu-lhe esta vitória sobre a actual nº 43 do mundo, antiga 11ª e com o dobro da sua idade. Na próxima ronda Michelle vai defrontar a eslovaca Daniela Hantuchova, actual 12ª mundial, numa tarefa quase impossível de ultrapassar. Mas para a história fica este espantoso resultado.

Michelle, disse Nick Bollettieri ao magazine mensal televisivo da WTA Tour, "possui um elevado espírito competitivo, uma superior inteligência e uma incrível capacidade de reagir e agir".

Por cá, esta participação em Miami provocou alguma azia, por inviabilizar a presença da jovem tenista no Estoril Open, a disputar em finais de Abril. Chegou a ser dito que, mesmo no caso de não lhe ter sido atribuído um convite para Miami, não seria convidada para o Estoril Open. Enfim! feitios ou despeito.

Sábado, 3 de Março de 2007

O Palácio da Ventura

Em forma de tributo aqui fica um dos meus poemas preferidos de Antero de Quental.

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura…
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado…
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão — e nada mais!

Antero de Quental

Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Agora Tentar Deixar

Enquanto há vida há esperança

"Rolei na poeira que existe na estrada,
e suei muita noite suada, na falta,
agora tentar deixar, estou certo que me vou libertar ...
Ainda não passei as provas de fogo,
quando os vir a chutar nesse jogo e disser:
"Agora tentar deixar, estou certo que me vou libertar".
Vim do paraíso onde abundam as ervas tropicais
caí no mundo das gringas mortais
faz-me mal essa coisa toda, ainda por cima
leva-me o papel, outrora em tempos, fui
parar à prisa por umas gramas de chamon ...
Ao fim de um ano, foi quando saí, e tás
a ver foi só farmácias a partir daí -
pirei-me ao Chota, irmão do Chouriço
e fui metendo de um modo maciço ...
Rolei na poeira que existe na estrada,
e suei muita noite suada, na falta; ...
Quantas vezes ouvi as palavras em vão,
de amigos que hoje não são ..."

Letra de Chico Baião no tema "Agora Tentar Deixar"

Para saber mais sobre Chico Baião e os Ortigões clique aqui 

Sábado, 9 de Dezembro de 2006

Estranhas Tardes

Tarde de Outono em Vila Nova da Baronia
"Estranhas tardes, de estranhos cantos,
tijolo, laranja e semente, onde se encontram pessoas
outrora companheiros da gente ...
Tardes onde o calor é muito, mas o frio persiste
enfim, é bom trazer um abafo, ou pózinho de
perlim-pim-pim ...
É bom trazer um abafo não sopre vento ruím
tardes de incompreensão, onde todos recusamos,
o termo-nos afastado, e já não sermos o que fomos ...
Tardes de fluência fácil,
foi bom estarmos uns com os outros,
cada um segue o seu caminho,
romeiros da vida de votos ...
Cada um segue o seu caminho,
romeiros da vida de votos ..."

Letra de Chico Baião no tema "Estranhas Tardes"

Para saber mais sobre Chico Baião e os Ortigões clique aqui 

Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Tributo a ... Barreiros Mateus

José Ernesto Barreiros MateusJosé Ernesto Barreiros Mateus nasceu em 1948, em Alcanena no distrito de Santarém. Licenciou-se em Biologia na Universidade de Lisboa, onde mais tarde concluiu o mestrado em Ciências da Educação. Até 1984 foi professor do ensino secundário e até 1998 professor universitário de Desenvolvimento Curricular.

Em 1983 tornou-se dirigente cooperativo no ramo habitacional. Foi um dos fundadores e primeiro Presidente de Direcção da NHC, Nova Habitação Cooperativa, CRL. Foi ainda Presidente na União de Cooperativas Nova Imagem, na União de Cooperativas da Urbanização do Vale Formoso de Cima, da CUPH Quinta do Lactário I e da Metrópolis, uma união de cooperativas da região de Lisboa. Na Fenache, Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica, foi dirigente e mais tarde Vice-Presidente. Na Confecoop, Confederação Cooperativa Portuguesa foi dirigente. Ajudou a fundar a APHM - Associação Portuguesa de Habitação Municipal e o CECODHAS.P - Comité Português de Coordenação da Habitação Social e no CECODHAS - Comité Europeu de Coordenação da Habitação Social foi Vice-Presidente de 1997 a 1999 e Presidente de 1999 a 2001. Representou o CECODHAS no Comité de Habitação da ACI, Aliança Cooperativa Internacional e no Comité de Coordenação das Associações Cooperativas Portuguesas.

Faleceu subitamente no dia 7 de Dezembro de 2005, faz hoje precisamente um ano, deixando para trás uma grande obra e o cooperativismo mais pobre.

Capa do livro sobre a vida e a obra de José MateusEm 15 de Maio de 2006 a Câmara Municipal de Évora atribuiu o seu nome à Rua E da Urbanização Villas do Alcaide e em 29 de Julho a Câmara Municipal de Sintra concedeu-lhe a título póstumo a Medalha de Mérito-Grau Ouro de Sintra. Às Câmaras de Beja e Lisboa foi já pedida a atribuição de topónimo e a NHC atribuiu aos edifícios por si construídos na Chamusca o nome "Edifícios José Ernesto Barreiros Mateus".

Ao longo de 15 anos como dirigente cooperativo, participei em inúmeros eventos, como Assembleias, Encontros, Jornadas Técnicas e Congressos, onde aprendi muito com todas as suas intervenções, com a sua forma de estar, sempre pronto a ajudar e a esclarecer e acima de tudo a tentar conciliar divergências que por vezes aconteciam, sempre com um sorriso nos lábios.

Por tudo isto, aqui fica o meu tributo a um homem que partiu, mas que continua vivo nas nossas memórias.

Fonte: Revistas Habitar Hoje da Fenache, Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica.

Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Míssil Térmico

Vila Nova da Baronia - Pôr do Sol

"Levanto-me cedo, beijo a madrugada
Vou tomar café e parto prá estrada.
Vou por rios e vales, vou seguindo em frente,
não sei bem porquê mas estou contente...
Vou em movimento, resgatar a vida,
frente ao céu azul eu estou de partida...
E os montes ao longe brilham com as cores
do sol nascente, vou como um míssil térmico
direito a oriente...     Eu vou...
Por entre os pinheiros, já lá vejo o mar,
deve estar aqui, quem quero encontrar...
Por vezes parece, que o vento me chama,
a estrada é deserta, sem dinheiro
sem fama...
Isto ninguém pára, já é noite escura
ando pela bermas, carrego a loucura"

Letra de Chico Baião no tema "Míssil Térmico"

Para saber mais sobre Chico Baião e os Ortigões clique aqui 

publicado por Andando de raboleta às 16:00

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Sábado, 21 de Outubro de 2006

Tributo a ... Custódio dos Santos Coelho

Custódio dos Santos Coelho

Para quem não saiba, a Rua Custódio dos Santos Coelho, situada entre a Rua D. Nuno Álvares Pereira, junto à Escola Primária, e a Avenida 1ª de Maio, em Vila Nova da Baronia, perpetua o nome de um natural desta localidade.

Custódio dos Santos Coelho, nasceu a 11 de Dezembro de 1950 na freguesia de Vila Nova da Baronia, concelho de Alvito.

Incorporado em 22 de Janeiro de 1971, como voluntário, no Regimento de Caçadores Pára-quedistas, em Tancos, concluiu o Curso de Pára-quedismo Militar em 22 de Outubro de 1971 e o Curso de Instrução de Combate em 11 de Fevereiro de 1972.

É colocado no BCP 12 (Bissalanca) em 8 de Maio de 1972.

Morre em combate no TO da Guiné (região de Bedanda) em 25 de Novembro de 1972, durante o desenrolar da operação com o nome de código "URSO ENCARNADO/A".

Fonte: Pára-Quedistas de Portugal

publicado por Andando de raboleta às 02:00

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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Tributo a ... Canena

CanenaAntónio João Rodrigues Canena, mais conhecido nos meios futebolísticos por Canena era natural de Beja onde se iniciou no Desportivo e no Despertar, passando em seguida pelo Juventude de Évora, Baronia, Cuba, Peniche, União de Leiria, Paços de Ferreira, Cova da Piedade e Estarreja. Em 1988 regressa a Beja para treinar o Desportivo, mas um acidente de viação deixa-o paraplégico e atira-o para uma cadeira de rodas. Veio a falecer em 1999 com 43 anos de idade.

Tive o prazer de com ele conviver e para além de excelente futebolista era também uma excelente pessoa. Por isso aqui fica o meu tributo, que penso ser também de todos o que o conheceram e com ele privaram.

Foto da equipa do Baronia no jogo Baronia - Colos 2-0 em 1979 

Foto da equipa do Baronia no jogo Baronia - Colos disputado no mês de Março de 1979 a contar para o campeonato do Inatel, em que o Baronia venceu por 2-0. Em cima da esquerda para a direita: Orlando, José Manuel, João, Canena, Moreira, A. Joaquim, Zeca, J. Bernardino, Pona e Vilela. Em baixo: Piteira, J. Carvalho, Lela, Pato, Batatinha, José Morais, Dotes e Trinta.

Sábado, 14 de Outubro de 2006

Serpente de Fogo

Folheto do álbum Serpente de Fogo da banda Ortigões

Folheto do álbum Serpente de Fogo da banda Ortigões. O álbum é composto por treze temas, todos com letra e música de Chico Baião, entretanto falecido ainda antes do seu lançamento.

Temas: Míssil Térmico, Fé no Telhado, Eu e a Bruxa, Serpente de Fogo, Gata Mia, Mampula, Pés Quentes, Vamos a Isto, Estranhas Tardes, Agora Tentar Deixar, Direito a S. Pedro, Ourantia e Coração de Pedra.

Músicos: Chico Baião, Joca Machado, Adriano S. Alves, Joe Barba, Mark Cain, Ana Castelo, Manuel L. Furtado, Tarot, Luís Queimado, Filipe Rosa e Moz Carrapa.

Letra do tema Ourantia:

"O pássaro canta
folguemos, estes raros momentos
de felicidade...
Não sabemos o que o futuro nos trará...
Deixemos que a terra nos abençoe
ninguém sabe o que o futuro dirá...
Contemos histórias ao crepúsculo...
Contemos lendas
de encantar... ao luar..
Olha que o pássaro canta...
Respiro, este vento de pós guerra...
E o ar faz o serviço, sinto-me vivo por isso
respiro, este vento vem da serra...
Sinto-me vivo por isso -
Ouro em ti... a nossa terra..."

Para saber mais sobre Chico Baião e os Ortigões clique aqui

Terça-feira, 10 de Outubro de 2006

Tributo a … Chico Baião

Manuel Francisco de Carvalho BaiãoManuel Francisco de Carvalho Baião, mais conhecido por Chico Baião, nasceu em Vila Nova da Baronia no início dos anos cinquenta do século passado.

Com um ano de idade vai morar para a Linha de Cascais, onde frequenta os Salesianos e conclui o Liceu. Frequentou a ESBAL (pintura e escultura), o Conservatório (flauta e piano) e ainda arquitectura.

Sai pela primeira vez de Portugal para assistir ao Festival de música da Ilha de Wigth na Inglaterra acabando por ficar três meses.

Quando volta a Portugal é chamado para a tropa e mobilizado para a Guiné mas decide então sair de vez do país, só regressando após o 25 de Abril. No regresso é detido por deserção e sai novamente de Portugal

Passou por países como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e ainda o Norte de África onde foi empregado de restaurante ou porteiro de hotel, continuando no entanto sempre ligado à música. Escreveu histórias e poemas, pintou, tocou em ruas e bares e participou em filmes de realizadores como Manoel de Oliveira, João Mário Grilo, Alan Tanner e Wim Wenders.

Por volta de 1995 decide fixar-se em Vila Nova da Baronia, com a mulher e os filhos, instalando-se na horta que era dos seus avós.

Funda então a banda "Ortigões” que com o apoio do Ministério da Cultura e outros grava um álbum de originais com letras e música de sua autoria.

O álbum “Serpente de Fogo” só é apresentado após a sua morte, no início deste século. A apresentação decorreu no auditório do Centro Cultural de Beja com casa cheia. Composto por treze temas, todos cantados em português, o álbum é uma mistura de rock’n roll, folclore, grunge e sons africanos.

Chico Baião deixou um vasto espólio de mais de cento e quarenta cassetes de quatro pistas gravadas e inúmeras folhas escritas com letras e músicas que os "Ortigões” ainda tentaram, sem êxito, gravar.

Fica aqui o tributo a um homem de inúmeros talentos e com uma forma de vida muito peculiar e pouco convencional.

Recordo de na minha infância o ouvir tocar, com um grupo de amigos hippies, no casão junto à casa dos seus avós e ainda um excelente concerto dos "Ortigões”, numas festas de Agosto em Vila Nova da Baronia, onde mostrou a sua irreverência e personalidade ao não aceitar tocar uma música, que alguém do público lhe pedia insistentemente, dizendo mais ou menos isto: “Oh Zé … olha bem para mim. Achas que eu vou tocar os “Passarinhos”?”.

"Fé no telhado"

Com o meu cavalo malhado,

à beira do olival…

o tojo tolhe-me o passo,

lá na beira do pinhal…

à direita laranja espinho,

à esquerda um piteiral …

das Passadeiras à Corte,

cavalga um homem armado,

o cavalo quer beber,

não é cavalo de arado…

desconheço quem lá vem…,

eu cá só tenho o cajado…!

Hu… Zé do Telhado.

E se morrer aqui nestas águas,

com o meu capote manchado…

e se morrer aqui nestas águas,

com o meu cavalo malhado…

morro por alma da terra

e não do baile mandado…

Fontes: Entrevista publicada no Boletim da Câmara Municipal de Alvito no ano de 2000, entrevista dos "Ortigões" à imprensa e álbum "Serpente de Fogo"

sinto-me: bem
música: Fé no Telhado
Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006

Tributo a ... José Bernardino Pinto de Mello

José Bernardino Pinto de Mello"José Bernardino Pinto de Mello foi um grande benfeitor da nossa freguesia, onde nasceu em 1810. Sempre aqui viveu, exercendo a profissão de professor, vindo a falecer no dia 18 de Junho de 1874, não deixando ascendentes nem descendentes.

Ao ler-se o seu testamento, depreende-se que José Bernardino Pinto de Mello, dispondo de significativa fortuna pessoal, vivia sem ostentação, de forma simples e com grandes preocupações sociais.

Os seus testamenteiros foram o seu médico e amigo Dr. António José de Sousa, de Viana do Alentejo e o seu vizinho Manuel Nunes Serrão, os quais ficaram com a missão de vender todo o seu património. A receita obtida foi entregue à Junta de Freguesia de Vila Nova da Baronia, sua herdeira universal, na condição de aplicar a quase totalidade dos rendimentos daquele capital em obras necessárias à freguesia, auxílio às escolas, fornecimento de livros e outro material escolar às crianças pobres, donativos e obras de beneficência a favor dos pobres de Vila Nova da Baronia.

O se nome é evocado numa rua da nossa freguesia e numa lápide existente na fachada do prédio onde viveu, que já foi Escola Primária e onde hoje funciona o Posto de Saúde."

Lápide existente na fachada do prédio onde viveu José Bernardino Pinto de Mello

Fonte: Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Vila Nova da Baronia de Junho de 2006

sinto-me: bem
música: silêncio
publicado por Andando de raboleta às 00:18

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Terça-feira, 6 de Junho de 2006

Tributo a ... Raul Indipwo

Faleceu este domingo o cantor e artista Raul Indipwo de 72 anos.

Raul José Aires Corte Peres Cruz, nasceu em Kuneme, Angola, a 30 de Novembro de 1933. Em 1959 reencontrou um amigo de infância, Milo MacMahon, e os dois fundaram o Duo Ouro Negro, grupo que fez carreira internacional. Na nossa memória ficarão para sempre temas como ‘Kurikutela’, ‘Muxima’, ‘Maria Rita’ ou ‘Vou Levar-te Comigo’. O grupo terminaria abruptamente no final dos anos oitenta devido ao desaparecimento de Milo.

Raul Indipwo continuou então a divulgação da sua música a solo com o nome de Raul Ouro Negro. Dedicou-se ainda à pintura e às artes plásticas.

No ano 2000 criou a Fundação Ouro Negro através da qual ajudava crianças africanas desfavorecidas e promovia a carreira de novos artistas africanos.

Partiu um homem bom e talentoso que nos deixa um grande legado.

 "Bailia dos Trovadores"

"Sentei-me à mesa do nobre
Sentei à mesa do rei
Sentei-me à mesa do pobre
Com toda a gente bailei
Bailei com a filha do nobre
Bailei com a filha do rei
Bailei com a filha do pobre
De todas me enamorei
Bailemos nós os trovadores
Romeiros, eremitas, pastores,
Bailemos com as nossas donzelas
Moças, delgada e belas
Bailemos com nossos amores
Bailemos com moças trigueiras
Bailemos nós trovadores
À sombra da avelaneiras
Baila que baila donzela
Já chegou o teu amado;
Esse corpo de gazela
Solta-o no verde prado
Baila que baila moçoila
Já chegou o teu amigo;
Desse rosto de papoila
Depressa será cativo.
Bailemos na manhã clara,
Das aves doce é o canto;
Se a minha amada tardara
Os olhos de pranto rasara;
Romeiros, eremitas, pastores,
Enfeitai as vossa donzelas;
Bailemos à luz das estrelas
Até morrermos d´amores."
Letra de Rita Pinto Leite Olivais
sinto-me: uma lágrima
música: "Maria Rita"
publicado por Andando de raboleta às 00:30

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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Tributo a ... Pedro Ferro

Vasculhando o baú de recordações encontrei esta relíquia do meu amigo Pedro Ferro. Estudámos juntos na Escola Industrial e Comercial de Beja durante os anos setenta do século passado. Já aí denotava uma capacidade que não lhe augurava grande futuro no curso que frequentávamos. De facto foi isso que aconteceu e Pedro dedicou-se à escrita. Tinha um dom: o de nos fazer rir com duas ou três palavras. Foi assim que mais tarde se tornou jornalista do Público onde escreveu várias crónicas, todas sem excepção, deliciosas como esta. Depois de sair de Beja encontrei-o por mais duas ou três vezes e a sua boa disposição continuava igual. Até que um dia soube da sua partida.
Éramos um grupo de aproximadamente 30 e convivemos diáriamente durante três ou quatro anos. De Serpa o Manuel Maria, Melo, Correia e o Salgueiro, de Cuba o Calado, Chaveiro, José Domingos e o Canudo, de Ervidel o Emídio e o Valcôvo, de Albernoa o Jaime e o Prego, de Beja o Maltezinho, Correia, Barão e o Mansinhos, do Penedo Gordo o Marques, de Alvito o Sarilho, de Vila Alva o Cerejo, de Vila Nova da Baronia o Tripa, Coelho e o Zé Ricardo, de Ferreira o Ferro mas também havia de Vale Vargo, o Evaristo, e Beringel e outros que agora não recordo.
Tenho uma fotografia do grupo oferecida pelo nosso professor e amigo Togeira (lembram-se dele?, o hippy que vivia na Vidigueira, tinha um carro sem fundo e que nos deixou em direcção à Índia de boleia) que um dia aqui deixarei.
Pedro, peço-te desculpa se isto não está bem escrito, até parece que te estou a ouvir dizer "isto está uma porcaria", mas quem tinha o dom eras tu.
Para todos um abraço do amigo da Baronia.
 
“Não há feira como a de Castro”
"Na última grande feira alentejana antes das sementeiras e da safra da azeitona, em Castro Verde, entre a planície e a serra, ela é o cruzamento de um tempo já passado com outro que está para vir. Não há feira que se lhe iguale.
É uma peregrinação de gente rústica. Este fim-de-semana, como há centenas de anos, Castro Verde foi o templo da rusticidade descida dos montes isolados das serranias de Almodôvar e Ourique. Vieram em excursões e trouxeram farnel.
Campaniços lhes chamam no vestir e no falar. Campaniços no cantar e no modo desconfiado como olham as gentes da planície.
Mas aqui, no largo da feira, todos se cruzam. Ou não estivesse Castro Verde no ponto exacto onde a planura acaba e a serra começa. Encruzilhada de lugares, de gentes e de tempos.
A uns e a outros a feira a feira abastece para o Inverno, a insinuar-se no arrefecimento das noites e na névoa das madrugadas.
Aqui se compram os samarros de pele de ovelha para agasalhar os pastores, a aguardente de medronho e os figos passados para aconchegar os estômagos nos longos serões à volta do lume.
A ervilha de semente, a castanha e a noz fazem aqui o seu aparecimento. Ao longo das barracas, os tendeiros estendem sacos de grão e de feijão seco, réstias de alhos, frascos de mel, queijos de ovelha, linguiça.
Aqui se vendem os instrumentos que os próximos trabalhos agrícolas reclamam: escada, e varejões , alcofas de esparta e cabanejos , tudo para a safra da azeitona. Mais adiante são as barracas das botas grosseiras de cabedal, resistentes para quem vai lançar a semente à terra. Mais além, a um canto da feira, objectos de um tempo outro, próprios de lugares onde o isolamento corta ainda o passo às importações da cidade: mesas de tampo largo para o alguidar da amassadura , tábuas de tender, tabuleiros e arcas para o pão feito em fornos de lenha nos montes da serra.
Na feira de Castro o edredão enlaça-se com a manta de lã, tecida manualmente. O plástico dialoga com a olaria artesanal, tal como o engenheiro das minas Neves-Corvo conversa com o pastor e o cigano.
Talvez neste diálogo resida, afinal, a saúde de uma feira que, velha de séculos, conserva o vigor da mocidade.
No sábado, a par da feira, decorreu em Castro Verde um encontro de cantares alentejanos. “A planície a cantar” – assim se chamou a iniciativa – fez desfilar pela vila mais de 30 grupos corais, muitos deles provenientes da comunidade alentejana da grande Lisboa. Cantaram a planície e o trabalho, a festa e o amor. Vozes graves, saídas do ventre da terra, a povoar de lamentos e sonhos uma feira que não é só saudade.”
Pedro Ferro
Público, 23 de Outubro de 1991.
sinto-me: maravilhado
música: silêncio
Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Tributo a ... Pedro Nunes

Pedro Nunes, Alcácer do Sal, 1502 - 1578

Matemático português e um dos maiores vultos científicos do seu tempo. Contribuiu para o desenvolvimento da navegação, essencial para as Descobertas portuguesas. Dedicou-se ainda aos problemas matemáticos da cartografia. Foi também o inventor de vários aparelhos de medida, entre os quais o nónio. Em 1537 traduziu para português o Tratado da Esfera de Sacrobosco, os capítulos iniciais das Novas Teóricas dos Planetas de Purbáquio, e o livro primeiro da Geografia de Ptolomeu. Em 1544 foi-lhe confiada a cátedra de Matemática da Universidade de Coimbra, a maior distinção da época que se podia conferir a um matemático. Em 1577 foi consultado pelo Papa Gregório XIII, sobre o projecto de Reforma do calendário. Faleceu em Coimbra a 11 de Agosto de 1578.

"Há quem me considere um génio na matemática aliada à elegância do discurso livre pela nobreza do meu espírito. Não há dúvida de que utilizo na minha linguagem uma prática humanista que além de portuguesa é também europeia."

"Os portugueses ousaram cometer o grande mar oceano, descobriram novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos, e o que mais é: novo céu, novas estrelas."

Pedro Nunes

Fonte: Vidas Lusófonas

sinto-me: orgulhoso
música: silêncio
publicado por Andando de raboleta às 01:31

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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Tributo a ... Florbela Espanca

Florbela Espanca, Vila Viçosa, 1894-1930
Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo) publicou a sua primeira obra, Livro de Mágoas, em 1919. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Após a sua morte por suícidio foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949), Diário do Último Ano seguido de Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981) e o livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro (1982).
Em sua homenagem aqui fica este poema do livro Charneca em Flor
  
Volúpia
 
No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
 
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
--- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
 
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
 
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
 
Florbela Espanca
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publicado por Andando de raboleta às 01:38

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